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Samambaias ganham espaço no Jardim Botânico

A estufa do Mestre Valentim reabre em 10 de dezembro, às 10h, com destaques da coleção de samambaias cultivadas no Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

Após reforma, a estufa do Mestre Valentim, no arboreto do Jardim Botânico, passa a ser ocupada por mais de 30 espécies de samambaias, entre trepadeiras, aquáticas, terrestres e epífitas (plantas que se apoiam sobre outras). O público pode conferir a coleção a partir de 10 de dezembro. A estufa abrigava as quatro obras de Mestre Valentim (1745-1801) pertencentes ao acervo do JBRJ - as estátuas de Eco e Narciso e as duas Aves Pernaltas. Restauradas em 2015, essas esculturas ficaram desde então em exposição no Galpão Mestre Valentim. Como não podem receber umidade, Eco e Narciso permanecem no Galpão até ganharem um novo espaço, enquanto as Aves Pernaltas retornarão à estufa, onde estarão cercadas pelas samambaias.

A pesquisadora Claudine Massi Mynssen, curadora da coleção de samambaias, selecionou espécies nativas da Mata Atlântica, bem como outras exóticas e ornamentais. Há ainda algumas ameaçadas de extinção, como o xaxim (Dicksonia sellowiana), cuja exploração comercial está proibida.

Claudine explica que as samambaias são plantas que não têm flores ou sementes vasculares, têm vasos condutores de seiva e se reproduzem por esporos. O principal objetivo dessa nova coleção aberta ao público é mostrar um pouco da diversidade dessas plantas. Assim, na estufa, os visitantes terão informações adicionais sobre os usos, a distribuição e algumas curiosidades que poderão ser acessadas por aplicativo.

A família das samambaias remonta a 425 milhões de anos atrás. No Carbonífero, entre 359 e 299 milhões de anos atrás, elas dominavam as paisagens com plantas de até 35 metros de altura e foram as principais formadoras das reservas de carvão que conhecemos hoje.

Atualmente, estima-se que existam cerca de 12 mil espécies de samambaias no mundo. A Mata Atlântica concentra 883 espécies e é considerada um dos centros de diversidade da família. Há espécies usadas na medicina, na alimentação, na ornamentação, como as famosas avencas e os chifres-de-veado, que o público poderá conferir em exposição.

foto da Home | Raul Ribeiro