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Plantas

  • Cavalinha

    • Cavalinha

    Equisetum hyemale L. (Equisetaceae) Seu caule verde apresenta caneluras, nós e folhas rudimentares. A Cavalinha representa a flora que cobria a crosta terrestre em quase todo o globo no período triássico (248 milhões de anos atrás), quando atingiam a altura de 30 metros, como tem sido constatado pelos fósseis. É uma representante das plantas primitivas, pois remontam a um tempo em que a diversidade vegetal era menor. Esta espécie tem uma grande abrangência geográfica e e os espécimes, consequentemente, são muito variáveis, procedentes de diversos pontos do mundo. Foi uma planta considerada muito importante para o comércio, pois seu caule era usado para polir metais e madeira. Algumas espécies incineradas produziam sílica própria para a fabricação de vidro. Sob o ponto de vista medicinal tem grande diversidade de uso, são adstringentes, diuréticas e anti-hemorrágicas, além de ricas em silício, sais de potássio, ferro e magnésio, combatendo também a osteoporose. Todavia a cavalinha pode ser perigosa para alguns animais causando irritação do tubo intestinal, diarréia sanguínea e abortos, como no caso de vacas e ovelhas.

    Cedro ou cedro-branco

    • Cedro ou cedro-branco

    Cedrela fissilis Vell. (Meliaceae) Distribuição Geográfica: América do Sul e Central Também conhecido como acaiacá, é uma árvore que pode atingir 30 metros de altura, com folhas compostas de 25 a 120 cm. Os espécimes são muito variáveis devido ao ataque da broca-do-cedro (Hypsipyla grandella). Quando não atacado, apresenta ramificação leve e fuste reto. A madeira pode ser usada para construção civil, naval e aeronáutica, movelaria, marcenaria e confecção de instrumentos musicais. Da madeira extrai-se um óleo com perfume similar ao do cedro-do-líbano. O chá da casca dessa espécie é usado popularmente como tônico fortificante, adstringente e no combate a disenterias, artrites e febres.

    Cedro-rosa

    • Cedro-rosa
    • Cedro-rosa
    • Cedro-rosa
    • Cedro-rosa

    Cedrela odorata L. (Meliaceae) Distribuição geográfica: todo Brasil tropical, Mata Atlântica e Floresta Amazônica. Atinge até 35 m de altura com tronco de 90 a 150 cm de diâmetro. Sua floração é de dezembro a fevereiro. A madeira, leve e macia é amplamente utilizada na indústria moveleira e na carpintaria em geral. O Cedro-rosa também é utilizado no reflorestamento heterogêneo destinados a recaracterização de áreas degradadas.

    Chichá

    Sterculia chicha A. St.-Hil. ex Turpin. Atinge de 10 a 20m de altura, com tronco de 40 a 60cm de diâmetro; as folhas grandes podem medir de 15 a 20cm de comprimento; a madeira é leve, mole e de baixa durabilidade. Utilizada em obras internas; forros; fósforo; molduras; paisagismo; plantios mistos em áreas degradadas. Os frutos abertos são usados como adorno. As sementes são consumidas por várias espécies de animais. Floração: novembro a março. Distribuição geográfica: Sul do estado da Bahia, estado do Espírito Santo, estado do Rio de Janeiro e estado de São Paulo.

    Confrei

    Symphytum officinale L. Boraginaceae A substância aloína da folha é responsável pela ação cicatrizante e estimulante da regeneração celular. Indicada em ulcerações externas, queimaduras, ferimentos e cicatrizações.

    Cravo-da-índia

    • Cravo-da-índia
    • Cravo-da-índia

    Syzygiun aromaticum (L.) Merrill et Perry (Myrtaceae) Distribuição Geográfica: Malásia e Ilhas Molucas (Indonésia) A árvore atinge até 15m, tem folhas simples e inteiras e flores hermafroditas pequenas e aromáticas, de coloração rósea ou avermelhada. O cravo-da-Índia em si constitui-se do ovário e do cálice das flores (ou botões florais). Tem aroma intenso e sabor picante. É uma das especiarias cuja utilização remonta aos tempos mais antigos, sendo usada no Oriente há muitos séculos, com o objetivo de eliminar o mau hálito e comunicar "bom cheiro". Na China, no século III a. C., as pessoas mascavam o cravo antes de se dirigirem ao imperador, como sinal de respeito, e em locais da Índia e da Pérsia, ao cravo eram atribuídas propriedades afrodisíacas. Ainda hoje, a chamada “essência de cravo” é muito usada pelos dentistas por causa das suas propriedades fortemente antissépticas. O cravo-da-índia é empregado na medicina, arte culinária, indústria de perfumaria e de licores. Sua madeira é de excelente qualidade. No Jardim Botânico, a árvore ornamenta a Aleia Frei Leandro, conhecida como Aleia dos craveiros.

    Cuité

    • Cuité
    • Cuité
    • Cuité
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    Crescentia cujete L. (Bignoniaceae) Distribuição Geográfica: América Tropical Árvore baixa, frondosa e de caule tortuoso com casca brancacenta ou acinzentada, ramos compridos, às vezes pêndulos e folhas variáveis nas formas com fruto baga de sub-globoso a elipsoidal, contendo abundante polpa branca ou esverdeada, suculenta, que envolve numerosas sementes compridas, achatadas e amareladas. Sua madeira é dura e forte, própria para marcenaria e carpintaria. O fruto tem casca duríssima que serve como vasilhame, cuias para líquidos e para confecção de instrumentos musicais (berimbau, maracá). Fornece ainda matéria para tingimento. A planta tem também propriedades medicinais, seus frutos e sementes são comestíveis.

    Dendezeiro

    • Dendezeiro

    Elaeis guineensis Jacq. (Arecaceae) Distribuição Geográfica: África Central e Tropical Espécie largamente difundida no país, principalmente nas regiões norte e no sul da Bahia, onde é cultivada em plantações extensivas voltadas para a obtenção do óleo da polpa da amêndoa, destinado à indústria e a culinária. Possui atributos ornamentais que a recomendam para a arborização de parques e grandes jardins, tanto isoladamente, como em grupos ou fileiras. Palmeira solitária, desprovida de palmito visível, de 15 a 20m de altura. O caule ereto, espesso na juventude, torna-se mais fino e marcado por cicatrizes formadas pelas folhas antigas caídas nas plantas mais velhas É uma palmeira rústica e bem adaptada ao clima tropical brasileiro, tolerando mesmo geadas invernais dos subtrópicos.Nas regiões Norte e Sul da Bahia, onde é cultivada em plantações extensivas voltadas para a obtenção de óleo da polpa e da amêndoa, destinado à indústria e a culinária. Multiplica-se por sementes que germinam em cerca de 270 dias.

    Eucalipto

    • Eucalipto
    • Eucalipto
    • Eucalipto

    Eucalyptus robusta Sm. (Myrtáceae) Espécie originária da Austrália foi introduzida no Brasil através do Jardim Botânico.

    Fruta-pão

    • Fruta-pão

    Artocarpus altilis (Parkinson ex F.A.Zorn) Fosberg(Moracea) Distribuição Geográfica: Java Árvore muito frondosa com casca cinzenta e lisa e folhas simples, alternas, profundamente recortadas em 5-7 lobos acuminados, raramente inteiras, verde escuras; flores apétalas, muito pequenas, fruto grande, até 25 cm de diâmetro, verde ou ligeiramente amarelado com sementes pequenas ou atrofiadas, inseridas na polpa que é brancacenta ou amarelada e de aroma peculiar. A Fruta-pão fez parte da remessa de plantas cultivadas em Caiena, que foram trazidas e doadas por Luiz de Abreu à d. João VI, em 1809. O fruto pode ser consumido assado ou cozido, assumindo sabor e consistência de pão de trigo, sendo também destinado à produção de farinha, podendo ainda ser comido da mesma forma que o aipim e o inhame. No Brasil, foi introduzida originalmente em Pernambuco, no final do século XVIII. A espécie, natural de clima tropical úmido, se adaptou perfeitamente ao Brasil e ocorre de São Paulo ao Pará. A alimentação é o principal uso da fruta-pão, que é saborosa e rica em vitaminas B1, B2, C, cálcio e ferro. A fruta-pão tem também usos medicinais tradicionais: sua polpa é a base de uma pasta para tratar furúnculos, a raiz é empregada para combater diarréia e reumatismo, as sementes são usadas contra males de estômago e rins e o látex, para cicatrizar feridas. Além disso, as fibras de suas folhas são aproveitadas na fabricação de cordas e esteiras, e sua madeira serve para fabricar forros, portas e instrumentos musicais.