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Animais

  • Introdução
  • Invertebrados
  • Vertebrados
  • A fauna do Jardim Botânico

    O Jardim Botânico é contíguo ao Parque Nacional da Tijuca, com uma grande área de mata preservada. Essa vizinhança permite o acesso de várias espécies animais que utilizam o Jardim Botânico naturalmente e de várias formas. Há grande número de ninhos, espécies estabelecidas no interior do arboreto ou nas áreas preservadas e que acessam o arboreto para se alimentar.

    Para suprir as demandas relacionadas a essa fauna foi criado o Projeto de Conservação da Fauna do Jardim Botânico (PCF), que atua em diversas frentes de proteção, pesquisa e preservação da fauna no Jardim Botânico. O PCF é responsável pela identificação e levantamentos dos animais, faz pesquisas em ecologia e comportamento animal e orienta os visitantes e colaboradores sobre como se relacionar melhor com os animais, de forma a não prejudicá-los.

    Ajude-nos a cuidar da fauna do Jardim

    Não alimente os animais, com nenhum tipo de alimento;
    não tente tocar nos animais nem se aproxime muito deles;
    não abandone animais domésticos no Jardim ou imediações;

    • Invertebrados

      • Jimmy Baikovicius - 2013
      • Gustavo Rocha Lopes - 2010
      • Laboratório de Fitossanidade - 2014
      • Marcos Gonzalez - 2014

      Os insetos que fazem do Jardim Botânico seu habitat, ou que eventualmente o frequentam, podem ser conhecidos pela coleção de insetos adultos e também imaturos coletados nas plantas do arboreto, principalmente os causadores de danos a elas.

      O principal objetivo do acervo entomológico, situado no Laboratório de Fitossanidade é estudar as ocorrências desses insetos. Estudam-se as formigas (Hymenoptera: Formicidae) e cupins (Isoptera) de solo e arbóreos, de coleobrocas (Coleoptera) associadas à palmeiras imperiais e às mangueiras, de abelhas nativas sem ferrão e também de mosquitos e moscas (Diptera) oriundos de projetos em parceria com outras instituições científicas. Os exemplares coletados são comparados aos experimentos científicos com fins de estudo de comunidades de insetos existentes em outras áreas verdes urbanas do Estado do Rio de Janeiro, como parques, praças e manguezais, com enfoque em formigas, cupins e coleobrocas.

      No Jardim Botânico, também podemos observar as plantas insetívoras que se “alimentam” de insetos, popularmente conhecidas como carnívoras. De fato, elas são capazes de capturar e digerir insetos, por meio de sucos secretados por glândulas especiais, a fim de obter nitrogênio, elemento essencial à vida. Algumas possuem apenas uma secreção pegajosa, sem que haja qualquer movimento da planta; outras apresentam formas especiais adequadas à captura de suas presas. Neste último caso, as folhas (tubos ou urnas) tomam parte ativa na captura do inseto. Nenhuma delas depende, entretanto, exclusivamente do aprisionamento animal para sua alimentação, pois como os outros vegetais, sintetizam o seu próprio alimento através do processo da fotossíntese.

       

       

      • Vertebrados

        • Axel Katz - 2012
        • Marcos Gonzalez - 2014
        • Marcos Gonzalez - 2014
        • Marcos Gonzalez - 2014
        • Jimmy Baikovicius - 2013
        • André Lima - 2012
        • Jimmy Baikovicius - 2013
        • Jimmy Baikovicius - 2013
        • Jimmy Baikovicius - 2013

        Mamíferos

        Muitos mamíferos tem sua área de vida dentro do arboreto, como os Caxinguelês (Guerlinguetus ingrami), Cuícas (Caluromys philander, Monodelphis americana), entre outros que são avistados apenas a noite, como Gambás (Didelphis Aurita), Ouriços caxeiros (Coendou villosus) e Mãos-peladas (Procyon cancrivorus).

        Existem aqueles que são os queridinhos do público, como a Preguiça (Bradypus variegatus), avistada ocasionalmente no Arboreto, e os macacos-prego (Sapajus nigritus), ambas as espécies de mata atlântica. Apesar de estarem super bem adaptados ao Jardim Botânico e ao PNT, os Pregos são considerados ameaçados pela Red List da IUCN, na categoria VULNERAVEL. São os únicos primatas que se adaptaram e sobrevieram em meio urbano na cidade, de um total de 8 espécies originais. Entre os queridinhos temos um primata que é turista: o Sagui (Callithrix jacchus e Callithrix penicillata), originais do Nordeste e do Centro Oeste. São considerados animais invasores no Rio de Janeiro e vem conquistando espaço graças a sua capacidade de sobrevivência e de reprodução. Por não serem originais da região, tornaram-se predadores muito eficientes e contribuem para o empobrecimento da biodiversidade e a extinção de espécies nativas.

        Os mamíferos são mais facilmente avistados durante a noite, quando saem de suas tocas e esconderijos, mas os mais famosos são os Gambás (Didelphs aurita) marsupiais muito bem adaptados ao ambiente urbano e ouriços (Coendou espinosus), roedores arborícolas, que tem pelos especiais transformados em espinhos, e usam os fios e postes da cidade como complemento para atravessar de uma árvore para a outra.

        Muitos mamíferos não são facilmente avistados, como os furtivos Mão-peladas (Procyon cancrivorus), as delicadas Pacas (Cuniculus paca) e tantos outros pequenos (e alguns até grandinhos) animais de várias espécies e famílias.

        Os vários Morcegos que povoam as aleias durante a noite realizam um incansável trabalho de polinização e dispersão de sementes, ajudando a tornar o Jardim Botânico mais florido e o Rio de Janeiro também. Os Morcegos do Jardim Botânico podem ser melhor conhecidos durante os passeios noturnos oferecidos ao público e que ocorrem mensalmente.

         
        • José Renato C. Alves - 2005
        • Antonio Carlos de Freitas - 2006
        • Antonio Carlos Iglesias - 2011
        • Augusto Frederico Burle Jr. - 2010
        • Augusto Valente - 2012
        • Flavio de Souza Pereira da Silva - 2012
        • Augusto Valente - 2012
        • Paulo Victor - 2012
        • Monica Leme - 2012
        • Luis Felipe Baroni Jr. - 2012
        • Laizer Fishenfeld - 2012
        • Luiz Felipe S. Baroni - 2009
        • Jimmy Baikovicius - 2013
        • Jimmy Baikovicius - 2013
        • Roberto Guimarães - 2012
        • Laizer Fishenfeld - 2009
        • Antonio Carlos Iglesias - 2012
        • Jimmy Baikovicius - 2013
        • André Ribeiro de Araujo - 2009
        • Christiane Canto de Oliveira - 2010

        Aves

        Alguns livros e guias de campo foram publicados com informações sobre a rica ornitofauna no JBRJ. Dentre esses trabalhos destacam-se, uma relação de aves catalogadas pelo ornitólogo Augusto Ruschi (1916-1986), com 138 espécies de 34 famílias entre 1940 e 1980. Outros títulos tem sido publicados ao longo dos anos, enriquecendo e atualizando as listas para os observadores de aves que visitam as aleias do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Outros títulos tem sido publicados ao longo dos anos, enriquecendo e atualizando as listas para os observadores de aves que visitam nossas aleias. Um dos mais recentes e completos é o "Aves do Jardim Botânico do Rio de Janeiro - Guia de campo" de autoria de Lena Trindade, Henrique Rajão e Plínio Senna.

        Dentre as várias espécies que habitam o Arboreto, podemos destacar Tico-ticos (Zonotrichia capensis), Bem-te-vís (Pitangus sulphuratus), Teque-teques (Todirostrum poliocephalum), Sanhaços (Tangara sayaca, Tangara palmarum), Saíras (Tangara seledon, Tangara cyanocehala), Jandaias (Aratinga auricapillus, Aratinga jandaya), Pyrruras (Pyrrura frontalis), Garças (Egretta thula, Ardea alba), gaviões (Rupornis magnirostris, Amadonastur lacernulatus), entre tantas outras.

        Algumas espécies são visitantes ocasionais, migrando ou se escondendo no inverno, como o beija-flor de rabo rajado (Ramphodon naevius), beija-flor-verde-do-peito-azul (Amazilia lactea), estrela-verde-da-mata (Clutolaema rubricauda), rabo-branco-da-mata (Phaethornis eurynome) e rabo-branco-pequeno-da-mata (Phaethornis squalidus).

        Existem aqueles que são sempre avistados e muito populares, como a Jacupemba (Penelope supeciliaris) e o Tucano-de-bico-preto (Ramphastos vitellinus), que foi reintroduzido no Rio de Janeiro na década de 60, após sua quase extinção na região.

         
        • Marcos Gonzalez - 2014
        • Marcos Gonzalez - 2014

        Répteis

        Temos 3 espécies de cágados no Jardim Botânico e as mais famosas, habitantes do Lago das Tartarugas, são animais exóticos de 2 espécies: Tigre d’água norte americano e Tigre d’água do Sul do Brasil (Trachemys scripta – americana e Trachemys dorbigni – brasileira). Esses animais, criados como domésticos, foram abandonados por pessoas irresponsáveis no Jardim Botânico ao longo de muitos anos e agora estão abrigados e são controlados para evitamos sua ameaça ao meio ambiente e assegurarmos seu bem estar. Podem ser vistas, diariamente, tomando sol preguiçosamente junto ao chafariz no seu laguinho.

        A 3ª espécie, brasileira, é o Cágado de Barbela, ou pescoço-de-cobra, (Phrynops sp) que habita o Lago Frei Leandro e pode ser visto, ocasionalmente, sobre as vitórias régias ou nadando.

        Muitos lagartos compõe a fauna do Jardim Botânico, entre os quais o lagarto comum Tropidurus torquatus, que gosta de lagartear ao sol na Gruta Karl Glasl e o Teiú (Salvator merianae), que se esconde em áreas de vegetação mais densa. Além disso, temos alguns registros de cobras, como jiboias (Boa constrictor) e cobras verdes (Liophis sp), que, em sua rotina natural, não oferecem perigo aos visitantes.

         
        • Marcos Gonzalez - 2014
        • Marcos Gonzalez - 2014

        Peixes

        Algumas espécies de peixe podem ser vistas nos lagos do Jardim Botânico, entre espécies exóticas como as carpas do Jardim Japonês e os tambaquís e traíras do Lago Frei Leandro e nativas, como os Carás e cascudos em corpos d’água no Jardim Botânico.

         

        Anfíbios

        Muitas espécies de anfíbios residem no Jardim Botânico, contribuindo para a biodiversidade e para os sons à noite. São sapos, rãs e perecas, ajudando no controle de insetos e estão presentes na alimentação de diversos predadores, como morcegos, primatas e até pássaros. Os Batráquios do Jardim Botânico são as grandes estrelas, junto com os morcegos, dos passeios noturnos guiados pela Equipe de Fauna.